A greve das Federais e o caminho para a Universidade necessária

9 ago

A distância existente entre a atual universidade brasileira e a universidade de que o País necessita segue sua tendência de aumento. As greves nas Universidades Federais iniciados em 17 de maio e que estão próximas de completar três meses de duração escancara os contornos deste problema crônico brasileiro.

Os propalados avanços na área do ensino superior da última década sob comando do PT em comparação a situação na década de 90, durante o governo FHC, agora são descortinados e seus limites estruturais estão à vista de todos. O REUNI, principal programa de investimento criado pelo governo não resolveu o problema da falta de estrutura e a valorização dos profissionais.

A greve se estende, o governo em um primeiro momento esquivou da negociação, e quando teve de ceder e oferecer acordo, veio com o de sempre, propostas irrisórias que não atendem as exigências da categoria. A negação de um investimento maior para resolver uma crise na educação superior dessa dimensão denuncia a postura do atual governo. E conforme foi anunciado hoje pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a paralisação dos docentes seguirá.

O projeto de ampliação do número de vagas no ensino superior sem criar as condições materiais para atender esta nova demanda e a desestruturação da carreira docente já se mostrou catastrófico na prática e a mobilização dos servidores públicos das Federais é a resposta à situação atual do Ensino Superior brasileiro.

Mas o problema não para apenas no quadro oriundo do REUNI. O caráter semicolonial do nosso país faz com que não haja um desenvolvimento nacional autônomo, e a falta de investimento no ensino superior é mais uma consequência disso. O que nossa Universidade produz atualmente está destinado a servir o mercado, aos interesses dos donos do capital. A maior parte, senão a totalidade, da produção de tecnologia da ciência brasileira está atrelada ao interesse de empresas. O País necessita de desenvolver uma Universidade que sirva como centro de excelência de produção acadêmica para servir ao desenvolvimento nacional. Uma Universidade que, nas palavras de Darcy Ribeiro, pense “o Brasil como problema”. Mas para que isso aconteça, no cenário atual, é urgente que construamos a Revolução Democrática ininterrupta ao Socialismo. Somente o Socialismo poderá resolver os graves problemas estruturais existentes no país.

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