O Partido Comunista da Grécia contra o revisionismo do Presidente do PC dos EUA

24 ago

Compartilhamos uma importante análise feita pelo Partido Comunista da Grécia (KKE) sobre o revisionismo de Sam Webb, Presidente do Partido Comunista dos Estados Unidos. O documento faz uma análise sobre os principais pontos levantadas pela Plataforma de Sam Webb, onde é possível identificar uma clara orientação revisionista e oportunista. O KKE expõem o caráter revisionista das formulações de Webb, que negam a necessidade do Partido de Novo Tipo, o Partido Leninista. Além disso, Sam Webb desfere críticas oportunistas e anticomunistas contra Stálin e a construção do socialismo no século passado, se colocando do lado do que existe de mais reacionário.

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Posição do KKE frente a Plataforma de Webb e os desenvolvimentos no Partido Comunista dos Estados Unidos

Publicado no periódico Rizospastis, em 17 de abril de 2011.

Aos militantes e quadros do Partido Comunista dos Estados Unidos;

Aos trabalhadores que lutam nos Estados Unidos.

Aos partidos comunistas e operários:

Queridos camaradas:

Em fevereiro de 2011, o Presidente do Partido Comunista dos EUA (CPUSA), Sam Webb, publicou um artigo em Political Affairs, a publicação eletrônica do CPUSA, intitulada “Um Partido do Socialismo no Século XXI: ao que se parece, o que diz e o que faz”. Ainda que o artigo específico esteja acompanhando de uma nota editorial que afirma “O artigo seguinte representa somente as opiniões de seu autor. Não reflete necessariamente a posição oficial de nenhuma organização ou coletividade”, é óbvio que para nós a posição pública do máximo dirigente de um Partido Comunista sobre um tema tão importante requer uma atenção especial.

No dia 16 de fevereiro recebemos uma carta da equipe editorial do Political Affairs que nos convidou a enviar nossa opinião.

Nosso partido, depois de estudar o artigo e as reações que provoca nas fileiras comunistas, tanto nos EUA como no mundo, considera necessário adotar uma posição pública através desta carta, como é requerido pela sua responsabilidade como parte do movimento comunista internacional.

Nossa avaliação é que estamos a frente de uma completa plataforma liquidacionista de 29 teses que se situa frente ao movimento comunista internacional propondo a total revisão dos princípios e tradições revolucionárias do movimento comunista. O KKE, como uma seção do Movimento Comunista Internacional considera um dever refutar esta plataforma, a qual questiona a necessidade da existência de um partido da classe operária nos EUA, e em geral se dirige contra o movimento internacional revolucionário e anti-imperialista. No 18º Congresso de nosso Partido assinalamos que “A Batalha contra as tendências socialdemocratas nos Partidos Comunistas – mediante a intervenção de mecanismos imperialistas, meios de comunicação burgueses e anticomunistas – deve ser firme e consistente para defender o papel histórico da classe operária e sua vanguarda organizada, os princípios do marxismo-leninismo e o socialismo. Essa tarefa adquire uma importância ainda maior frente a crescente ofensiva anticomunista na União Européia e no mundo”.

Queridos camaradas:

A plataforma que foi apresentada hoje, através do artigo do Presidente do CPUSA, constitui a culminação de um processo de “ajuste” na última década, como próprio autor assinala. Já havia ocorrido acontecimentos nesse período intermediário que os comunistas da Grécia, assim como dos EUA e outros países, analisaram com preocupação, tais como:

■ A entrega dos arquivos do Partido aos imperialistas, ao Estado burguês dos EUA, em 2007.

■O encerramento da publicação impressa do periódico (People´s Weekly World) e da revista Political Affairs, com a simultânea alteração de seu caráter.

■A redução organizativa e a desorganização do Partido.

■ A política “seguidista”, atrás do Partido Democrata, um dos pilares do sistema político burguês dos EUA.

■ A posição sobre as ambições do imperialismo estadosunidense (por exemplo, o rechaço a demanda de retirada imediata do Iraque).

■O bloquei a Declaração Conjunta do I Encontro Extraordinário dos Partidos Comunistas e Operários em Damasco, porque no texto final aparecia a posição pela retirada das forças imperialistas de ocupação do Iraque.

Tais tendências se intensificaram depois do 29º Congresso do CPUSA. Não foi casualidade que imediatamente depois do Congresso, apareceu publicado um artigo no Political Affairs, que colocava em dúvida não somente a necessidade de manter o nome do partido, mas também a possibilidade e inclusive a necessidade da existência do Partido Comunista nos Estados Unidos na atualidade.

A Plataforma de Webb se apresenta hoje como a culminação deste processo e advoga abertamente pelo abandono da visão marxista-leninista de mundo, e a abolição do centralismo democrático e o abandono dos princípios do partido de novo tipo.

Gostaríamos de chamar a atenção sobre os seguintes aspectos básicos dessa Plataforma:

SOBRE A QUESTÃO DA TEORIA DO PARTIDO

Propõe-se a substituição de nossa teoria por uma mistura eclética que não vai além dos limites da ideologia liberal burguesa. Se ataca o marxismo-leninismo diretamente, que constitui uma das leis centrais da existência e da atividade do partido de novo tipo, como V.I. Lenin assinalou: “Sem teoria revolucionária não pode haver movimento revolucionário (…) somente um partido dirigido por uma teoria de vanguarda pode cumprir a missão de combatente de vanguarda”. Nesta Plataforma se apresenta como nova várias posições oportunistas já muito velhas (por exemplo, o marxismo-leninismo é estrangeiro, antidemocrático, é uma distorção que Stálin fez do marxismo, etc.), são essas as posições que desarmam o movimento operário e o rendem, já sem ferramentas teóricas, frente as garras do sistema de exploração.

SOBRE A QUESTÃO DA PROPOSTA POLÍTICA DO PARTIDO COMUNISTA

Promove a opinião de que pode haver soluções favoráveis para a classe operária nos marcos do capitalismo. Assim promovem como uma solução alternativa a linha da chamada reestruturação capitalista “verde”.

A Plataforma de Webb considera insuficiente a caracterização da crise como uma crise capitalista de superprodução. Tergiversa a essência da sobreacumulação de capital, já que a associa com…falta de oportunidades de investimento. Afirma que a falta de um Novo Acordo Verde (New Green Deal) a nível global torna difícil ver por onde irá chegar o dinamismo de uma recuperação sustentável, para não falar de um grande auge”.

Esses pontos de vista reciclam teorias oportunistas e socialdemocratas sobre a recessão econômica e o seu desenvolvimento que mascaram o capitalismo encobrindo sua essência de classe e levando o Partido Comunista a renunciar ao seu objetivo estratégico e apoiar propostas políticas que possuem como objetivo a aquisição de novos superlucros para os capitalistas, em nome da “ecologia”, ao mesmo tempo em que convertem a natureza dos recursos naturais em mercadorias, destruindo o planeta de várias formas.

SOBRE A QUESTÃO DA PERSPECTIVA SOCIALISTA

Renuncia a luta pelo socialismo. O conceito de revolução está totalmente ausente. Propõe um interminável processo de etapas sucessivas, em que as alianças não se formam na base dos interesses da classe operária. Webb propõem trabalhar para “mudar a correlação de forças em uma direção progressista”.

Este ponto de vista condena o partido a submeter se as circunstâncias temporais e a não trabalhar com uma estratégia de derrocada do capitalismo através da acumulação de forças

Porém, é óbvio que para nós a tática de um Partido Comunista deve estar a serviço de sua estratégia, que é a derrubada do capitalismo e a construção da sociedade socialista-comunista. A posição de Webb, na prática, elimina o objetivo estratégico do Partido Comunista, e finalmente aspira a alterar o próprio caráter do Partido Comunista. O socialismo está em qualquer caso na ordem do dia, desde o momento em que vivemos na época do imperialismo, a fase superior e última do capitalismo. A atualidade e a necessidade do socialismo-comunismo está projetada pelo beco sem saída do capitalismo, as guerras imperialistas, as crises econômicas, os imensos problemas sociais, econômicos, ambientais, ecológicos e outros que a sociedade capitalista gera.

Um Partido Comunista deve adotar táticas e formar alianças que facilitem a acumulação de forças, a unidade da classe operária e a aliança social com os setores populares, com o objetivo de fazer amadurecer o fator subjetivo para a tomada do poder pela classe operária, e não ser preso em alianças e etapas que o levarão a lutar sob uma “bandeira estrangeira” na lógica de gestão do capitalismo.

SOBRE A QUESTÃO DA FORMAÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA

A Plataforma de Webb propõe ir mais além dos Partidos Comunistas. Diz que “um partido do socialismo no século XXI abraça o Marxismo, entendido como uma ampla tradição teórica que vai muito mais além do movimento comunista”. Um partido que não luta pelos interesses da classe operária, mas sim que “luta pelos interesses do conjunto da nação”.

Essa postura nega a necessidade da existência do Partido Comunista, não somente nos EUA, mas sim no mundo inteiro. O KKE tratou com êxito pontos vista semelhantes, quando esses surgiram em nosso partido há 20 anos atrás sob a influência das teorias “gorbachovistas”. Os comunistas gregos lutam decididamente para rechaçar essas posições oportunistas, para preservar o KKE, para manter e fortalecer o caráter revolucionário, classista e internacionalista de nosso partido. Hoje, 20 anos depois, os comunistas, não somente na Grécia, mas em todo mundo, podem julgar como positivo os resultados dessa batalha liberada pelo KKE. O KKE foi capaz de manter-se de pé, elaborar importantes temas teóricos e políticos sem se desviar dos princípios do marxismo-leninismo. Aprovou assim seu novo Programa e chegou a importantes conclusões sobre as causas do derrocamento do socialismo, enriquecendo seu conceito de socialismo. Tomou importantes iniciativas para a unidade do movimento comunista a nível regional e internacional. Reforçou seus vínculos com a classe operária e os setores populares. A influencia de suas posições e de seu prestígio se consolidou, já que joga um papel principal no reagrupamento e desenvolvimento do movimento operário e sindical com orientação classista nas poderosas greves dos trabalhadores em nosso país. Nada teria sido conquistado se o oportunismo tivesse prevalecido no KKE. O KKE estaria a caminho de sua dissolução e o movimento operário e popular estaria sem seu principal pilar de apoio.

SOBRE A LUTA IDEOLÓGICA

A Plataforma de Webb renuncia a luta contra a ideologia burguesa e o oportunismo. O partido que descreve Webb abandona a luta ideológica. Ele escreve: “Um partido do socialismo no século XXI não converte em inimigos os liberais, os partidários de políticas de identidade, os movimentos centrados em uma única causa, aos dirigentes progressistas e centristas das principais organizações sociais, e os socialdemocratas, ONGS locais sem fins lucrativos, aliados pouco confiáveis e o “povo” (segundo alguns, uma categoria desclassificada que encobre a opressão de classe, de raça de gênero)”.

Porém, pode um Partido Comunista iluminar a classe operária, os setores populares, se não tem uma frente ideológica contra as posições que apresentam o capitalismo como o único caminho, que simplesmente promovem diferentes tipos de gestão do sistema explorador? A resposta do KKE é que o desenvolvimento da luta dos povos é impossível se não existe uma frente ideológica firme e coerente, que lute contra as teorias burguesas e oportunistas que não possuem base científica. Isso é certo especialmente nas condições atuais, quando se faz evidente o papel das diferentes ONGS, as quais estão conectadas financeiramente e de outros modos com as organizações imperialistas. Em algumas condições a socialdemocracia no governo demonstrou na prática que é um pilar de apoio do sistema político burguês. Nessas condições os comunistas não somente não devem renunciar ao trabalhão ideológico e a luta, mas sim intensificar ainda mais a luta contra essas forças.

OPORTUNISMO ORGANIZATIVO

Webb rechaça a organização leninista, a organização da vanguarda da classe operária que corresponde às necessidades da luta de classes para a abolição da exploração. Rechaça a organização leninista porque rechaçou a luta pelo socialismo e se colocou do lado da burguesia para a perpetuação do capitalismo. E assim, a maquinaria estatal, mais poderosa e com mais experiência, será enfrentada por um “partido”, segundo ele, cujo princípio de organização será uma política de portas abertas aos novos membros: “Militar não deve ser mais difícil que militar em outras organizações sociais”.

Portanto, podemos ver que não somente rechaça os princípios organizativos provados do Partido Comunista de novo tipo, que foram estabelecidos na época de Lenin, mas também promove uma ideia de partido tipo ONG, que se corresponde com as fórmulas que ele mesmo propõe e que conduzem a um “Partido Comunista” assimilado no sistema burguês, que trabalha para a “correção” e a salvação do capitalismo e não pela sua derrubada.

PARTIDO DA REVOLUÇÃO OU DA REFORMA?

A resposta de Webb a esta pergunta fundamental, feita há mais de faz cem anos, é que o partido deve ser o partido da reforma. Sua visão nega que o partido é a vanguarda da classe operária e subordina sua atividade ao nível mais baixo da consciência de classe (“Um partido do socialismo no século XXI toma como ponto de partida os assuntos pelas quais as massas (termo relativo) estão dispostos a lutar”). Propõem uma linha de reformas e se da prioridade a intervenção nas instituições do Estado burguês. A luta por reformas dentro do imperialismo se reconhece não somente como um “meio”, mas também um fim para o “novo” partido.

Na realidade, quando o caminho das reformas do sistema capitalista conduziu a abolição da exploração do homem pelo homem e a reivindicação dos anseios dos trabalhadores? A “receita” de reformas foram provadas pelos povos através de distintos governos socialdemocratas e centro-esquerdistas que demonstraram na prática ser os principais veículos para a imposição de medidas contra os trabalhadores e o povo, e serem pilares deapoio as organizações imperialistas e a guerra.

MARXISMO SEM MARX

Webb coloca em duvida a natureza de classe da democracia burguesa. Como ele escreve “O que estou desafiando é a noção de que todo está subordinado as classes e a luta de classes, não importe as circunstâncias”. Questiona a natureza de classe do Estado burguês, ou seja, a ditadura dos monopólios estadosunidenses e afirma que: “a natureza da luta não é simplesmente o povo contra o Estado, mas também que o povo ganhe posições e influência dentro do Estado e depois as utilize para fazer mudanças (dentro e fora do Estado)”.

Esta é uma velha postura oportunista que Marx condenou em sua época, e que foi revivida pela caduca corrente eurocomunista. E isso por si só seria suficiente para nós chegarmos a conclusão de que o “marxismo” que se menciona como base teórica do “partido do século XXI”, não tem nada a ver com Marx e suas contribuições teóricas, mas sim busca a tergiversação vulgar, o enterro da teoria revolucionária e o engano dos trabalhadores.

ILUSÃO SOBRE O PAPEL DO GOVERNO ESTADOSUNIDENSE E DOS MONOPÓLIOS

A Plataforma de Webb fomenta a ilusões e trabalha para a submissão do povo ao governo dos EUA, ou seja, do poder imperialista que domina o mundo: “A questão não é que simplesmente o governo dos EUA se tranque dentro de sua concha nacional, mas sim que deve participar nos assuntos mundiais na base da cooperação, paz, igualdade e benefício mutuo…”

Ao mesmo tempo, fomenta ilusões sobre uma versão “humanizada” dos monopólios: “amplos setores da classe empresarial transnacional tiraram a influência do povo norteamericano, na economia, ao Estado…O compromisso dos principais grupos das elites transnacionais com o setor público, com uma forte economia nacional e com uma sociedade moderna desapareceram…”

Já que o Presidente do CPUSA renunciou a um enfoque de classe da sociedade, essas posições mencionadas já eram esperadas. Essas posições não tem nada a ver com a história e a luta do partido que ele representa, também não guardam nenhuma relação com a realidade. A contínua ocupação do Iraque e Afeganistão, a nova guerra imperialista na Líbia demonstra que tipo de política desenvolve o governo dos EUA fora de sua “concha nacional”. E leva a cabo a mesma política antipopular em defesa dos interesses dos monopólios dentro de seu próprio país.

O FORTALECIMENTO DA LINHA “SEGUIDISTA” COM O CAPITAL E O PARTIDO DEMOCRATA

O fortalecimento da reação política, algo intrínseco ao imperialismo e que se intensifica nas condições de crise, é interpretado como “extremismo de ultradireita”. Isso conduz a conclusões que violam a verdade e a realidade, como esta: “a vitória eleitiral de 2008 abriu a porta para uma nova “explosão de liberdade”, “ dissemos de forma definitiva que as forças independentes não possuem nenhuma oportunidade de tomar o controle do Partido Demócrata. Poderia ser assim, porém é um erro pensar isso nesse momento”. Identificar a classe operária e o seu movimento com a burocracia sindical da AFL-CIO é coerente com a linha política de alianças com setores do capital.

A VOLTA DO ANTICOMUNISMO

O artigo de Webb se caracteriza por colocar-se abertamente do lado do inimigo de classe e alinhar-se completamente com o anticomunismo contemporâneo a nível estatal. Faz um chamamento para “uma ruptura inequívoca com Stalin” e se alinha com a difamação da construção socialista, que tanto ofereceu aos povos soviéticos e jogou um papel decisivo na vitória antifascista dos povos. Em essência, essas posições intentam ocultar a realidade, os complexos problemas da luta de classe na URSS e a dura confrontação do poder da classe operária com a classe burguesa rural, os kulaks.

Adota em essência, todo tipo de caluniosas simplificações de problemas complexos, como a agudização da luta de classes na URSS. Esse artigo da um passo a mais e se une com os Havel, Walesa e todos os reacionários anticomunistas da EU que falam de “crimes de lesa humanidade”. Se alinha com a tendência que tenta criminalizar os Partidos Comunistas e a defesa do socialismo: “descrever essas atrocidades como um erro é um erro criminoso”. Como é conhecido, a corrente oportunista na Europa, que forma o chamado Partido da Esquerda Européia possui semelhante posição anti-histórica.

Queridos camaradas do CPUSA;

Militantes, simpatizantes e quadros do CPUSA;

Trabalhadores conscientes dos EUA.

Neste momento crítico para o seu partido, o KKE pede a vocês que tenham em conta que o ataque ideológico contra o Partido de Novo Tipo centrado em sua identidade, seu caráter e seus princípios organizativos, se lançou desde o primeiro momento de sua existência. Os revisionistas sempre apoiaram a dissolução do partido da classe operária; sempre foram um pilar de apoio da burguesia. A burguesia e seus partidários compreenderam desde o primeiro momento o papel do partido na emancipação da classe operária e de seu movimento. Esse ataque ideológico que foi lançado continua em nossos dias, como demonstra o artigo de Webb.

Fazemos a vocês um chamado para que tenham em conta que o partido só pode cumprir um papel de vanguarda proletária se estiver equipado com a unidade de vontade, com a unidade de ação, com a unidade de ação, e com a unidade de uma estrita disciplina. Seu caráter internacionalista deriva de sua natureza; constitui uma parte integrante do movimento comunista internacional.

A experiência e a prática, que é o critério da verdade, confirmam que a linha revolucionária de luta não somente não restringe o trabalho de massas, mas que o reforça. Reforça as expectativas da classe operária, proporciona uma saída e perspectiva, contribui para a alteração da correlação de forças. A ação independente do partido é um requisito para a formação de uma política de alianças não subordinada e que sirva a estratégia para o derrocamento do capitalismo.

Consideramos necessário ter em conta que a necessidade de uma revolução socialista e a construção de uma nova formação socioeconômica comunista não estão determinadas pela correlação de forças, que se vão conformando em distintas conjunturas históricas, mas sim na necessidade histórica de resolver a contradição fundamental entre capital e trabalho. A contra-revolução na URSS e em outros países não alteraram o caráter de nossa época, que é uma época de transição do capitalismo ao socialismo, que é oportuno e necessário como demonstra a tragédia de milhões de trabalhadores e desempregados que sofrem a exploração e a intensificação dos problemas que gerados pelo sistema de exploração.

Acreditamos que a substituição dos princípios do marxismo-leninismo por um enfoque revisionista em nome das particularidades nacionais causou um grande dano ao movimento comunista e continua fazendo. Nenhuma peculiaridade nacional pode negar a necessidade do derrocamento revolucionário do capitalismo, a necessidade da conquista do poder político pela classe operária, da socialização e planificação central. A crise econômica que se manifesta no mundo capitalista e a intensificação das contradições interimperialistas sublinham ainda mais a atualidade do socialismo. Sob essas condições, fazer retroceder a nova onda de anticomunismo, a defesa do socialismo que conhecemos de sua grande contribuição a classe operária mundial, e a defesa da identidade e das tradições revolucionárias do movimento comunista adquirem uma importância especial.

Queridos camaradas del CPUSA:

A experiência histórica, os próprios acontecimentos refutaram as opiniões que falavam do “fim da história”, da “caducidade do marxismo-leninismo” e do “fim dos Partidos Comunistas”. Pelo contrário, hoje existe uma forte necessidade da existência de Partidos Comunistas que tenham suas raízes na classe operária e nos centros de trabalho, que acreditem no marxismo-leninismo e no internacionalismo proletário. O movimento operário deve trabalhar de forma consciente e aceitar o papel de garantir a existência de um partido revolucionário da classe operária. Isso é um dever crucial e um desafio para a classe operária mais avançada e para os comunistas de todos os países do mundo, e por suposto, também nos EUA.

A confrontação e o rechaço consequentes a essa plataforma liquidacionista oportunista é uma exigência que nasce das tradições históricas do movimento operário e comunista dos EUA, é uma condição para o renascimento dos ideais comunistas revolucionários no movimento operário e na sociedade dos EUA.

Seção de Relações Internacionais do Comitê Central do KKE

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