Esgotamento da Espanha pela fome

27 set

As cenas mostradas nas fotos, de trabalhadores outrora considerados de “classe média” pelo governo espanhol, tendo que recorrer aos lixeiros de supermercados para sobreviver, tornam-se cada vez mais comuns na Espanha assolada pela crise do capitalismo-imperialismo.

Numa tarde recente, uma moça jovem e bonita procurava entre entulhos e caixas de uma loja de legumes, localizada num bairro operário em Vallecas, logo após fechar no final do tarde. À primeira vista, parecia ser uma funcionária da loja. Mas não. Era uma jovem moça procurando nos lixeiros do dia passado a sua próxima refeição. Até então, já havia achando algumas batatas velhas no chão e as pôs num carro de mão estacionado próximo ao local.

“Quando você não tem dinheiro,” diz ela, recusando-se a dar seu nome, “é isso que sobra.”

A jovem, de 33 anos, disse já haver trabalhado nos correios, mas, tendo acabado o dinheiro do seguro-desemprego, ela vive agora 400 euros por mês – cerca de 520 dólares. Ela ainda morava com alguns amigos num prédios que ainda, milagrosamente, tinha água e eletricidade, enquanto se alimentava de “um pouco de tudo” nos lixeiros das lojas, de ruas quietas e escuras. Tais táticas de sobrevivência tornam-se cada vez mais comuns na Espanha, onde a taxa de desemprego já atinge mais de 50% entre a população jovem e a quantidade de moradias com adultos desempregados é cada vez maior. Tal problema levou que uma certa cidade espanhola instalasse cadeados em lixeiros de supermercados, tendo como pretexto o “cuidado com a saúde pública”.

Segundo a igreja católica Caritas, mais de um milhão de famintos foram atendidos por ela em 2010, mais do que o dobro dos atendidos em 2007. Tal número aumentou em 65 mil pessoas no ano de 2011. Recentemente, o governo espanhol aumentou em 21% os impostos sobre a maior parte dos bens alimentícios, tornando a vida muito mais difícil para a classe trabalhadora do país. A cada dia que passa, cresce de maneira exponencial o número de pessoas que encontram os lixeiros como única forma de sobrevivência. Um outro dado deplorável disponibilizado pela Igreja Caritas mostra que 22% das famílias espanholas estão vivendo abaixo da linha da miséria. Com o aprofundamento da crise do imperialismo, espera-se que tal número cresça nos próximos meses. Seguindo em informações ainda piores, a igreja Caritas informa que cerca de 33% dos que buscam por ajuda alimentar nunca haviam pedido pela mesma antes. Para muitas das famílias ou pessoas que buscam ajuda alimentar, tal situação é realmente constrangedora, o que faz com que muitos busquem ajudas com amigos ou vizinhos ao invés de recorrerem à beneficência pública.

Recentemente, em Madrid, quando um supermercado se preparava para fechar, no distrito de Entrevias, em Vallecas, uma pequena multidão juntou-se em volta, pronta para atacar os lixeiros que seriam prontamente recolhidos. A maioria deles mostrou-se insatisfeita com a presença de jornalistas. No final, pouco conseguiram algo da feita que os caminhões chegaram em poucos minutos.

Victor Victorio, de 67 anos, um imigrante do Peru, diz vir regularmente ao lixeiro do mesmo supermercado para procurar frutas e legumes. O senhor Victorio, que perdeu seu emprego na construção civil em 2008, disse viver com sua filha e contribuir com tudo o que encontrasse – no caso, pepinos, tomates, cenouras – para a famílias. “Esta é a minha pensão,” diz ele.

Ao proletariado espanhol, resta a tarefa de organizar o Partido Comunista, construído sob a luz da ideologia revolucionária Marxista-Leninista, e lutar pela derrubada da velha sociedade capitalista e pela construção do socialismo e do comunismo.

Com informações de NY Times.

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