Belo Monte: Revolta operária em canteiro de obras

13 nov

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Cerca de 8 mil funcionários das obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, Pará,  paralisaram os serviços no último dia 12 de novembro. Os protestos dos operários já vinham ocorrendo desde o fim da semana passada, quando, no dia 9, quatro galpões foram incendiados. No dia seguinte, 10, um grupo de manifestantes encapuzados destruiu e saqueou instalações em um dos canteiros de obras da hidrelétrica.

Revoltados com as condições de trabalho degradantes, os operários exigem que o benefício que permite a saída dos servidores para visitar a família seja concedido a cada três meses; o aumento do vale alimentação de R$ 110 para R$ 300; aumento salarial e melhores condições de trabalho.

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), em conluio com o monopólio da imprensa, criminalizam os operários e alardeiam os atos de “vandalismo”, como se pagar baixos salários e deixar milhares de pessoas trabalhando em condições degradantes não fosse um ato de violência.

Ainda no dia 12, o consórcio informou novos protestos nos sítios Belo Monte, Canais e Diques e Pimental. Os trabalhadores teriam ateado fogo nas máquinas e em um ônibus, bloqueando a rodovia Transamazônica, na altura do km 55. Parte dos alojamentos também teria sido destruída.

Segundo o sindicato patronal, SINTRAPAV (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins do Estado do Pará), a proposta apresentada pelo CCBM era de reajuste de 11% para carteiras assinadas com teto de até R$1.500,00; 6% para os que recebem de R$ 1.500,00 a R$ 3.000,00; e 4% para os que recebem acima de R$ 3.000.00. Já o período de visita (baixada) à família seria distribuído de tal maneira: manutenção aos novatos de seis meses; de segunda baixada quatro meses; e de terceira baixada de três meses. O vale alimentação que aumentaria de R$ 110,00 reais para R$150,00.

Os operários repudiaram a proposta patronal alegando que elas não atendem todas as reivindicações e avança muito pouco sobre a baixada e aumento significativo de salário, que fica abaixo da inflação para os trabalhadores que recebem acima de R$3.000,00. Os trabalhadores ainda criticam duramente o apoio do SINTRAPAV às propostas e medidas dos patrões e seguem radicalizando a luta. A CCBM anunciou a paralisação das obras no dia 12.

Mais notícias sobre a luta em Belo Monte e demais greves e lutas classistas em todo o país, confira na próxima edição de AND.

Do blog da redação do Jornal A Nova Democracia

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