Segunda-feira é marcada por ações de protesto contra a PM de São Paulo

11 dez

Foi em realizada em São Paulo, na última segunda-feira, uma manifestação que contou com a presença de vários movimentos democráticos, contra o genocídio da população negra e da periferia do estado de São Paulo. A concentração começou no Vão do MASP às 17h30 e, às 18h45, os manifestantes saíram em marcha para a Avenida Paulista, finalizando a passeata no Parque Ibirapuera. Aproximadamente 1500 pessoas estavam presentes na manifestação. Entre as reivindicações dos manifestantes, estava a desmilitarização da PM e o esclarecimento sobre a morte de jovens moradores da periferia por policiais militares.

Aproximadamente 1500 manifestantes ocuparam a Avenida Paulista para protestar contra a ação da PM

Aproximadamente 1500 manifestantes ocuparam a Avenida Paulista para protestar contra a ação da PM

Pouco antes do início da manifestação, foi realizada na sede do Grupo Tortura Nunca Mais uma coletiva com diversas organizações democráticas que se opunham às práticas deploráveis da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Estavam presentes, na coletiva, entidades como o Comitê Contra o Genocídio da População Negra, Jornal A Nova Democracia e Coletivo Bandeira Vermelha. As entidades presentes no debate destacaram vários fatos que colocam por terra os alardes da velha imprensa burguesa, exaustivamente repetidas não somente para encobrir as ações truculentas da PM de São Paulo como também para, indiretamente, apoiá-las.

Fotos de jovens trabalhadores assassinados pela PM no ano de 2006

Fotos de jovens trabalhadores assassinados pela PM no ano de 2006

Notas como “Conflitos entre a polícia e o crime organizado continuam em São Paulo” ou “dezenas de PMs mortos nesta madrugada” não refletem a tenebrosa realidade das periferias e bairros pobres de São Paulo.

Foi destacado que, de janeiro a junho de 2012, 2982 pessoas foram mortas pela PM em quatro estados brasileiros. Em São Paulo, aproximadamente 100 policiais foram mortos desde o início de 2012 até os dias de hoje. Contudo, somente de outubro a dezembro de 2012, o número de civis mortos pela polícia ultrapassou a casa das 400 pessoas – leia-se: estão incluídas no censo somente as mortes oficiais, excluindo-se o número de mortos por grupos de extermínio e/ou policiais encapuzados.

“O que vem sido dito pela imprensa” – disse o representante do Comitê Contra o Genocídio da População Negra – “é que estaria ocorrendo um conflito entre a PM e o crime organizado no estado de São Paulo. Ora, só se pode falar em conflito quando duas forças opostas, em situação de igualdade, se degladiam entre si. O que existe não é conflito, é genocídio.” Concluiu.

O represente do Jornal A Nova Democracia criticou também as ações de extermínio da PM no estado de São Paulo, caracterizando-as como fascista. Relacionou tais ações como feitas a mando do grande capital e para abrir caminho para a especulação imobiliária do estado.

Um dia inteiro de oposição contra as ações deploráveis do braço armado do velho Estado burguês-latifundiário mostra que, ao contrário daquilo que é repetido aos quatro cantos do mundo por ação da ideologia das classes dominantes, segundo a qual as massas nada mais seriam do que um “peso morto” na História e seriam dotadas de uma natural tendência a sofrer passivamente, confirma as máximas do Marxismo-Leninismo segundo as quais “as massas fazem a história” e “é justo rebelar-se.”

COLETIVO BANDEIRA VERMELHA

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