Governo brasileiro aumenta a militarização da Amazônia

28 mar

O velho Estado brasileiro prossegue em sua vil caminhada para impor a ferro e fogo a finalização das obras do PAC, lançando mão para isso não somente da redução drástica dos salários já de fome dos proletários da construção civil, como se utilizando agora, também, da militarização de áreas estratégicas de nosso país. Sob o pretexto de “luta contra o terrorismo” e de supostas “operações antiguerrilha”, o governo brasileiro aumenta a militarização da Amazônia com o claro fim de expulsar de suas terras o pouco que sobrou dos povos originários e entregá-las para as grandes mineradoras estrangeiras e nacionais, para exportar a preço de banana as riquezas de nosso solo e aumentar ainda mais o já enorme abismo entre nossa nação e as potências imperialistas. Aos democratas e patriotas, cabe denunciar as manobras monstruosas do governo e seguir apoiando a luta dos operários das usinas por seus direitos e salários, assim como a luta dos povos originários pelo direito à terra.

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A presidente Dilma Rousseff autorizou a criação do Comando Militar do Norte, que abrangerá os Estados do Pará, Maranhão e Amapá, a partir da separação do Comando Militar da Amazônia (CMA). A decisão é estratégica e faz parte do processo de expansão da presença do Estado brasileiro na linha de fronteira menos povoada no norte do País e, de uma maneira geral, no “continente” amazônico.

O novo CMN será o oitavo comando do Exército, terá sede em Belém do Pará, e ocupará uma área de cerca de 1,722 milhão de quilômetros quadrados, território correspondente a 42% do tamanho do atual Comando Militar da Amazônia.

Localizado na Amazônia Oriental, o novo comando é defendido pelos militares por ter características completamente diferentes da Amazônia Ocidental. De início, contará com dez mil homens. Mas, dentro da estratégia de ocupação da região, uma nova Brigada de Infantaria de Selva, em Macapá, a ser batizada de Brigada da Foz, será construída e irá reforçar a região com mais cerca quatro mil homens. O CMA dispõe hoje de 27 mil soldados e com a divisão passará a 17 mil, embora o deslocamento de novas unidades para a Amazônia já estejam previstas, para reforçar a área de fronteira. O Estado do Maranhão, que pertencia ao Comando Militar do Nordeste, integra agora o Comando do Norte.

Considerado prioritário pelo Exército, o Comando da Amazônia vai cuidar de 9.358 quilômetros de fronteira – ele perdeu 1.890 quilômetros para o novo comando do Norte.

Diferenças. Para demonstrar a diferença de vocação entre as áreas oriental e ocidental da região e a necessidade de dividi-las, o Exército menciona que, na ocidental, as tropas do Exército são constantemente empregadas no combate a delitos transfronteiriços como o narcotráfico, o contrabando e os crimes ambientais, dentre outros. Por isso, a preparação de seus soldados é voltada, principalmente, à vigilância das fronteiras terrestres.

Já na área Oriental da Amazônia, onde o Comando do Norte será criado, as tropas têm sido empregadas normalmente em ações de Garantia da Lei e da Ordem, com enfoque à proteção de infraestruturas estratégicas, combate à exploração ilegal de recursos naturais e conflitos sociais. O Pará, por exemplo, tem extensas áreas de garimpo onde os conflitos são constantes. O Estado possui também extensas áreas onde florestas são frequentemente devastadas. O novo comando cuidará das menos habitadas e menos problemáticas fronteiras com as três Guianas: Suriname (ex-holandesa), Guiana (inglesa) e Guiana Francesa.

A 15ª estrela. O general-de-Exército Eduardo Villas Bôas continuará à frente do Comando Militar da Amazônia, em Manaus. O general Osvaldo de Jesus Ferreira, que receberá a quarta estrela no dia 31 de março, ficará à frente do novo comando do Norte. O decreto assinado pela presidente Dilma, no dia 7 de março, abrindo as portas para a criação do comando do Norte, na verdade, apenas fixou o novo efetivo da Força Terrestre, criando mais uma vaga de general de Exército, a ser ocupada pelo novo comandante militar do Norte. Agora, o Exército que tinha 14 generais “quatro estrelas”, passa a ter 15. No total, a Força passa a ter 147 oficiais-generais, com a criação de outras sete vagas, sendo duas de generais de divisão e cinco de general de brigada. O efetivo do Exército em 2013 passa a ser de 222 mil 596 homens.

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