Declaração de Eduardo Artés, Primeiro-Secretário do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) sobre as manifestações no Brasil

24 jun

Indignados no Brasil: Rebeldia ou fascismo?

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Os meios de imprensa mostram grandes manifestações, trincheiras e enfrentamentos no Brasil, os quais têm como causa as insatisfações populares, o rechaço ao aumento dos preços das passagens de transporte público e aos efeitos da política capitalista neoliberal.

Aspectos gerais

A presidenta Dilma, sucessora de Lula, diz que “devem ser ouvidas as vozes das ruas e seus direitos sociais”. Está claro que há o protesto popular, há demandas a serem satisfeitas, e importantes setores das massas saíram às ruas. Agora, é necessário refletir sobre o que acontece, sobre o porquê de os analistas a soldo do capital estejam comparando tais protestos às chamadas “primaveras áraves” que, no final das contas, se transformaram em invernos obscursos e pro-imperialistas.

De acordo com as informações mais precisas, já e claro que os setores mais reacionários e inclusive abertamente fascistas façam grandes esforços para dirigir o mal-estar e as demandas populares, que se mobilizam por trás da “bandeira do Brasil”, que cantan o “hino do Brasil”, que gritam sobre o “orgulho de ser brasileiro”, “fora médicos cubanos”, “não à corrupção e ao vandalismo”, “volta dos militares”. Os grupos fascistas entraram em confronto com organizações que se reivindicam de esquerda e comunistas. Espacaram vários, destruíram suas bandeiras. Tudo isso aos gritos de “sem bandeiras, sem partidos”.
O PCR, Coletivo Bandeira Vermelha, PCO, PSTU, PCdoB, PT e outras organizações que assumem as manifestações enfrentam e são enfrentadas abertamente por bandos fascistas. Esses últimos, apoiando-se na ausência de uma política revolucionária das massas, tratam de fazer as manifestações desembocarem para um regime abertamente fascista.

Como é possível tal situação?

O primeiro que devemos ter em mente é que o regime de Dilma, assim como o anterior de Lula, não foram mais do que liberais. Administraram o Estado em benefício do capitalismo e inclusive do neoliberalismo, do desenvolvimento de uma “burguesia nacional”  com pretensões imperialistas, com grandes contradições com o imperialismo yanqui. Ao estarem comprometidos com a credibilidade política do regime, os partidos auto-proclamados de esquerda, como PT e PCdoB, perderam seus laços com as massas populares, tornando-as desorientadas política e ideologicamente. Divorciaram-nas do projeto político próprio e superior de sociedade, o SOCIALISMO. Este é um dos danos mais graves ao movimento popular, já que golpeia o pensamento operário e popular, comprometendo negativamente a imagem da esquerda e dos comunistas, tornando-os “responsáveis” pelos efeitos negativos da administração burguesa de turno e dando espaço para que os reacionários e fascistas se apresentem como uma “alternativa”, como um caminho para a superação das profundas contradições sociais existentes.

A política e prática reformistas, o abandono da ideologia revolucionária e progressista, do COMUNISMO, são responsáveis não só no Brasil como em todo o mundo capitalista pela desorientação política e ideológica das massas, pela prepotência e o avanço do fascismo. De que outra maneira poderemos explicar o que significou a ditadra militar fascista de Pinochet, e que hoje quem governe o Estado não sejam seus partidários? O que trouxe para o Chile a administração de Bachelet, sustentada pela chamada “esquerda” do PS, PPD e PPC administrando o Estado capitalistas, enquanto as massas pediam seus direitos e demandas?

Qual a atitude dos comunistas?

Em primeiro lugar, expressamos em nome do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) PC(AP) nossa solidariedade com a luta das demandas populares do povo brasileiro, com os importantes esforços dos comunistas para dar um caminho progressista para as manifestações, para impedir que as mesmas sejam tomadas pelos fascistas. Segundo, àqueles que se reivindicam comunistas e progressistas no Brasil que sejam parte da administração capitalista do Estado, que assumam uma política independente, operária e popular de incentivar as massas a abandonarem as ilusões pequeno-burguesas de “humanizar” o capitalismo. Terceiro, no caso de nosso país, é tirar as devidas lições do caso brasileiro, trabalhar para fortalecer a alternativa Democrática-Popular e Revolucionária, fazê-la visível frente aos olhos das maiorias. Combater o oportunismo das direções do PS e PC para com o projeto neoliberal de Bachelet. Dar credibilidade ao projeto SOCIALISTA, ao caminho revolucionário. Fortalecer o entendimento político popular e evitar a pavimentação para um novo golpe militar fascista.

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Uma resposta to “Declaração de Eduardo Artés, Primeiro-Secretário do Partido Comunista Chileno (Ação Proletária) sobre as manifestações no Brasil”

  1. Marcos 24 de junho de 2013 às 18:45 #

    DENUNCIA DE EX-INTEGRALISTA REVELA ELO ENTRE A ORGANIZACAO FACISTA, DEM, PSBD E CARECAS NA ATUACAO NOS PROTESTOS PELO BRASIL

    O perfil dele caiu, mas prints com fotos reveladoras estao no link a seguir

    prints – https://docs.google.com/viewer?pid=explorer&srcid=0B7zim8GBEN4zWmdNZWxHOFpreUE&docid=8db333c9f36229fe6e267a80de3947ff

    ESTOU DENUNCIANDO!
    URGENTE – LEIAM TODOS – O BRASIL CORRE RISCO!
    Meu nome é Márcio Hiroshi. Sou membro do Movimento Integralista há 5 anos.
    Sempre acreditei no Integralismo como forma de mudar o país. Mas o que venho narrar aqui me fez refletir e romper com o Movimento.
    Desde que as manifestações começaram temos nos reunido todos os domingos para traçar rumos de ação de nosso movimento. A ação é pautada em TUMULTUAR, EXPULSAR OS PARTIDOS DE ESQUERDA E ACABAR COM AS PASSEATAS PROMOVENDO A DESORDEM. Por que isso? Para acabar com as mobilizações dirigidas pela esquerda.
    Neste último domingo, as posições definidas pelo grupo me fizeram sair e denunciar o que está havendo. Como prova da veracidade dos fatos estou divulgando fotos e nomes de meus comandantes
    1 – Os integralistas estão desde os primeiros dias nas passeatas.
    2 – A linha de atuação do grupo é TUDO PELO BRASIL, retirar as bandeiras dos partidos de esquerda e prevalecer a do Brasil.
    3 – Nas manifestações gritar SEM PARTIDO e expulsar os partidos de esquerda.
    4 – Há um núcleo político e um núcleo de ação.
    5 – O núcleo político inicia a agitação e o núcleo de ação intervêm batendo nos militantes.
    6 – Há o movimento fortemente organizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, BH e outras cidades.
    7 – O objetivo é acabar com as passeatas, sempre tumultuando.
    8 – Nas reuniões somos ajudados por pessoas do serviço reservado da PM e por dirigentes do PSDB, DEM e outros deputados e vereadores (depois direi nomes e fotos). Estes partidos nos financiam.
    9 – Em São Paulo os carecas de SP e Carecas do ABC são pagos para nos ajudar a bater e a gerar grande desordem. Eles são do núcleo de ação.
    De início eu participei ativamente do núcleo de agitação. Estava em São Paulo (onde moro) e todos íamos sempre para outras cidades, pois as datas não eram conflitantes.
    O que me fez sair do grupo? As ações previstas agora estavam sendo muito violentas, onde teve gente que que quebraram o braço, machucaram bastante.
    Meu chefe de agitação é Marcelo Coradassi Eiras. Ele aparece nas fotos à direita, onde estamos em Anauê. Em breve irei revelar mais nomes e endereços de todos.
    Estou publicando as fotos de nossa reunião ocorrida sábado e domingo em SP e Rio. No domingo, na parte da manhã fomos bater fotos no Viaduto do Chá. Nas fotos estão apenas o núcleo de agitação. O núcleo de ação está atrás de quem tira a foto, pois não queríamos que os carecas aparecessem.
    Nas passeatas o núcleo de ação está sempre com a máscara do mascarado do filme V, o anonymous. Nosso grupo tem influência em diversas páginas do Facebook, incluindo esse, onde revelarei todas em breve.
    Também falarei de nosso financiamento e de quem recebe dinheiro, pessoas, páginas do Facebook, etc.
    Em breve mais informações, pois quero que todos divulguem ao máximo o que está ocorrendo. Neste momento sou jurado de morte e não sei o que fazer para me proteger. Tenho 43 anos e fiz a minha parte do que considerei errado.
    Tudo pelo Brasil!

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